6 de dez. de 2013

twenty-first chapter

 POV Nemar Jr ON
 
Faz uma semana que não falo com a Natalia e ta sendo realmente muito difícil, principalmente porque eu sei que não fiz nada. A Thayse, mais uma vez, me ajudou em relação a Natalia e dessa vez contei com a ajuda da minha mãe, ela é pica    Eu e a Thay bolamos um plano e hoje -12 de Setembro- iremos por ele em ação, esperei que a Thayse me avisasse e assim que recebi a mensagem dela parti pra sp, cheguei na casa da Natalia e subi direto, toquei a campainha e ouvi ela gritar como se estivesse falando com a Thayse, sorri mas permaneci quieto, logo ela veio abrir a porta e ficou paralisada- é...posso entrar? -juro que pensei que ela iria dar com a porta na minha cara, mas ela só fez afastar pro lado.
Natalia- O que você ta fazendo aqui? -fechou a porta e se sentou no sofá.
Júnior- Porque você faz isso? -me encarou sem entender nada- só queria entender, você disse que iria embora pra não fazer merda e acabou fazendo uma maior ainda! Quer dizer, se não quisesse me machucar era melhor ter dito la na hora que não queria mais nada comigo, ia ser bem melhor que me fazer criar esperanças -ela apoiou os cotovelos nas pernas e escondeu o rosto, ficamos um tempo em silêncio e ela me encarou.
Natalia- Quer a verdade? -assenti e me aproximei dela- não terminei tudo pelo simples fato que não consigo ficar longe de você, pensei muito sobre isso e é essa a conclusão. E não venha jogar nada na minha cara, falando que eu fiz merda. Se querer alguém que eu gosto só pra mim e ter medo de perder é fazer merda, então eu to fazendo muita merda mesmo. Que porra, isso me irrita muito! Pego Deus e o mundo, ai quando gosto de um filho da puta, ele não bota fé -era visível a força que ela tava fazendo pra não chorar, os olhos dela chegaram a ficar marejados enquanto ela falava isso, mas como é durona de mais pra aceitar que é apaixonada por mim ela só se levantou e virou de costas. Me aproximei, segurei em seu braço e virei-a de frente pra mim.
Júnior- Faz isso comigo não, sou idiota eu admito. Aprendi que quando a gente admite o erro, a gente ganha alguma coisa, então deixa eu ganhar a vida contigo. A gente vai indo, não conseguimos ser certinhos, desculpa mas eu não sou perfeito e eu sei que sem você as coisas vão piorar. Deixa eu ser errado do teu lado, porque ficar do teu lado foi a coisa mais certa que fiz ultimamente -pronto, já tinha ganhado ela, digo isso pois ela estava prestes a me beijar, mas fomos interrompidos pelo pai dela entrando.
Edmundo- De novo essa palhaçada?
Natalia- Palhaçada não pai, não enche.
Edmundo- Mas será que vocês jovens não pensam? Não veem que isso nunca vai dar certo? Eu devo ter feito algo de muito errado mesmo pra merecer uma filha dessas! Aonde foi que eu errei Natalia? Aonde?
Natalia- Eu que errei quando pensei em voltar a falar contigo, você é podre por dentro pai. Só pensa em você mesmo e não ta nem ai pra ninguém. Sua vida toda você teve o direito de fazer as coisas que queria, mesmo que fosse pra quebrar a cara, mas tenho certeza que meu avô nunca te proibiu de nada. Só deixa eu viver minha vida da forma que eu quero, deixa eu errar, deixa eu ir e me fuder, mas me deixa aprender porra. Não vou deixar você entrar na minha mente de novo, vou sim fazer o que meu coração ta mandando e foda-se a sua opinião -o pai dela me olhou com cara de ódio e bufou.
Edmundo- Essa discussão toda só ta servindo pra me mostrar o meu verdadeiro valor pra você Natalia, você ta se saindo como uma bela traíra. Conhece um estranho em um lugar qualquer e começa a me tratar mal por causa dele, parabéns -bateu palma e saiu de casa, bateu a porta com tudo e a Natalia foi pra cozinha. Estava bom de mais pra ser verdade! Agora que eu já havia conseguido acalmar a fera vem esse velho la da puta que pariu e fode com tudo. Me sentei no sofá e ouvi os gemidos de raiva dela, nem fui atrás, tenho a convicção que se fosse adular ia acabar sobrando pra mim. Quando ela voltou pra sala eu tamborilava os dedos na mesa de centro em um ritmo que irritava até a mim mesmo e com a outra mão eu mexia no celular, sem realmente fazer nada, mas só pra não me sentir tão constrangido. O clima ainda estava pesado e eu só estava piorando agindo desse jeito. Só que como ela não disse nada, eu continuei. Mas ela foi a primeira a quebrar o silêncio tenso.
Natalia- dá pra parar? -minha mão congelou. Um segundo depois, recomecei.
Júnior- Parar com o quê? -me deitei no sofá de costas pra ela, mas praticamente pude sentir o olhar dela me degolando, o que só colocou um sorrisinho na minha cara e me incentivou a tornar o barulho ainda mais irritante. Eu não sabia por que a gente tava quase entrando pro tapa, de novo, mas com certeza não ia ser o primeiro a baixar a guarda. Destruição mútua! Ela riu, seca. Virei a cabeça e, por baixo da aba do boné, dei um daqueles olhares que eu sabia que ela odeia.
Natalia- Muito maduro.
Júnior- Vindo de você…
Natalia- Vai se foder -ri.
Júnior- Gosto quando você fala sujo assim -ela bufou e levantou do outro sofá, marchou rumo a escada, chutando o que encontrava pelo caminho. Me levantei num pulo e me coloquei na frente dela antes que ela entrasse no quarto. 
Natalia- Sai da frente.
Júnior- Ou o quê? -desafiei-a- vai me chamar de idiota? Babaca, talvez? Estúpido? Não, espera… Otário? Ou o meu apelido preferido, “verme”? Vai me estapear por absolutamente motivo nenhum? Atirar alguma coisa em mim? -ela me encarou- faz alguma dessas coisas, então -completei- mas para de me ignorar -ela não se mexeu, passei a ponta dos dedos pelo rosto dela e depois coloquei uma mecha do cabelo atrás da orelha- Natalia, qual é… -ela simplesmente desviou de mim e continuou andando. Agarrei-a pelos braços, prendi a parte de trás do corpo dela na parte da frente do meu e a encostei na porta do quarto. Levei minha boca até o ouvido dela- acho que você devia parar de descontar o fato de que você não tem capacidade emocional pra lidar com as pessoas gostando de você e essa tensão sexual toda em mim-resmunguei e depois mordi a orelha dela- sério, só… Conversa comigo- a resposta foi uma cotovelada no meu estômago. Eu me afastei, tossindo e fiz uma careta- desnecessário -ela se virou. 
Natalia- Foi, mas me sinto melhor agora -me preparei pra recomeçar a discutir, mas me detive. Ela é complicada, eu disse pra mim mesmo. Tem problemas com o pai e um soco que dói. Não provoca. 
Júnior Qual o problema? -perguntei.
Natalia- Não tem problema nenhum.
Júnior- Então tá agindo assim por quê?
Natalia- Assim como?
Júnior- Natalia.
Natalia- É legal quando fazem isso, né?
Júnior- Natalia -repeti. Ela suspirou, fechou os olhos e encostou a cabeça na porta do quarto.
Natalia- Não é nada. Nada mesmo -eu a beijei, no começo ela recuou e tentou me afastar, mas depois cedeu. Arrancou meu boné com uma mão e agarrou meu cabelo com a outra, puxando-o com raiva. Eu podia sentir a frustração na boca dela e a prensei contra a parede. Abri a porta do quarto com um empurrão depois de descer com a mão apertando o corpo todo dela. Mas a gente acabou andando rápido demais e tropeçando nos pés um do outro, o que nos levou a um tombo desajeitado em cima da cama. Ela riu do meu mau jeito. Eu saí da cama, ela ficou deitada. Tirei meus tênis, meio apressado e depois cuidadosamente tirei os dela. Não desgrudei meus olhos dela. Ela mordia a ponta do travesseiro enquanto me olhava, com uma cara de estressada que era muito legal de ficar observando. Enquanto isso, ela tirou a camiseta. Eu não sabia exatamente como tínhamos passado de briga-com-direitos-a-socos pra… Isso, mas tava curtido. Coloquei os joelhos na cama e me ajeitei sobre ela, depois subi com as mãos pelas pernas da Natalia, devagar. Desci a boca com cuidado até a barriga e, depois de depositar dois beijinhos ali, desabotoei o short dela. Eu sorri quando ela mesma começou a descê-lo com as mãos, impaciente e eu mesmo puxei o resto dele, jogando-o pra fora da cama. Deitei sobre ela com cuidado, ela passou os braços pelo meu pescoço e me beijou… De um jeito doce dessa vez. Enquanto ela me beijava, eu subia minhas mãos pela barriga dela, até chegar nos seios- Júnior -ela disse com a respiração um pouco alta quando sentiu meu apertão- eu gosto dessa camiseta que você tá usando, mas acho que eu deveria tirá-la pra você -sorri e senti as mãos dela subindo pelas minhas costas, trazendo minha camiseta junto e deixei que ela tirasse. Depois disso, arranhou com força do meu ombro até a minha cintura, realmente cravando as unhas, deixando marcas. Pressionei meu corpo contra o dela por causa da dor. Eu gemi baixo e fiz uma careta- machuquei você? -ela sorriu contra os meus lábios.
Júnior- Foi uma dor gostosa.
Natalia- Tô marcando território -passou as mãos por onde havia arranhado, fazendo só carinho dessa vez.
Júnior- E isso significa que?
Natalia- Você é meu -puxei o corpo dela um pouco pra cima pra poder tirar o sutiã, e o puxei lentamente pelo braço. Desci para os seios dela, a boca em um e a mão no outro, eu sabia que ela gostava disso. Bastante. Beijei, chupei, passei a língua por eles, tentei morder delicadamente e cada vez que a minha língua atingia um ponto mais sensível, ela dava um puxão forte no meu cabelo, me incentivando a continuar. Minha outra mão alternava em acariciar as coxas dela e a virilha, e volta e meia ela se retorcia contra o meu corpo. Deixei um dos meus dedos deslizar pela calcinha dela e pude sentir a umidade. Ela gemeu, primeiro um “puta que pariu" e depois o meu nome- vai, Júnior… Por favor.
Júnior- O que? -respondi parando meus movimentos e ajeitando meu corpo sobre o dela, minha perna estrategicamente enfiada contra as coxas dela.
Natalia- Você sabe -ela falou entre os dentes, a mão se atrapalhando ao tentar desabotoar minha calça. Ajudei-a, desabotoando e baixando o zíper de uma vez só, mas guiei a mão dela pra dentro da calça ao invés de tirá-la. 
Júnior- Não posso te dar o que você quer se você não me falar.
Natalia- Você só quer me ouvir falar.
Júnior- Verdade -ela puxou meu queixo e nos beijamos de novo, agora com mais intensidade, enquanto a mão dela subia e descia pela minha cueca, dando leves apertões. Tentei tirar a calça sem interromper o movimento dela, e quando consegui, ela me rolou na cama e montou no meu colo. Ela me arranhou de novo, do peito até a barriga dessa vez, mas nem senti muito bem. Eu tava concentrado em um pouco mais abaixo. A segurei pelo quadril no meu colo e quando ela recomeçou nosso beijo, também começou a rebolar. Foi a minha vez de soltar um gemido. Ela lambeu meus lábios, minha língua, o queixo, e depois a bochecha, até chegar ao meu ouvido.
Natalia- Pelo que eu me lembro você gosta desse jeito -ela sussurrou, aumentando um pouco o ritmo com o quadril. Pressionei minhas mãos na cintura dela e ela cravou as unhas contra minha nuca em resposta, gemendo um pouco no processo- lembro que você também gosta dos meus gemidos -desci as mãos pras coxas, apertando-as. Balancei a cabeça, excitado demais pra responder na mesma hora.
Júnior- Na verdade -falei um tempo depois, minha voz soando abafada e minha respiração pesada- eu amo seus gemidos. Sou apaixonado por eles, e por você.

POV Neymar Jr OFF

E eu travei. Quando ele disse a palavra com “A”. Mesmo conseguindo provocar uma piscina entre as minhas pernas, ele conseguia me broxar com uma frase. Porra, Júnior, sério, não dá pra você manter a boca fechada? Ou usá-la pra algo mais útil do que falar? Eu queria que ele brigasse comigo. Fosse cruel. Gritasse. Esfregasse na minha cara que eu era uma vadia porque eu brincava com ele. Eu queria uma razão pra poder afastá-lo, mas o menino era muito insistente nisso de tentar fazer as coisas certas. Ele notou que eu parei de me mexer e estendeu a mão até meu rosto, pegando meu queixo.
Júnior- Que foi? -ele perguntou, parecendo preocupado- por que parou? -eu saí do colo dele, sentando na beira da cama e apoiando meu rosto nos joelhos- Natalia -ele sentou atrás de mim, colocando as pernas em volta das minhas e envolvendo minha barriga com os braços, falando perto do meu ouvido, a voz carinhosa- foi o que eu falei? -ele beijou minha orelha, pescoço, nuca, costas e ficou acariciando minhas costas- desculpa -me livrei dos braços dele e me virei de frente, enchendo-o de tapas nos ombros e no peito. Ele segurou meus pulsos com força contra o peito dele e me encarou, confuso- por que você tá surtando?
Natalia- Eu não tô surtando. Por que eu estaria surtando?
Júnior- Você tá surtando.
Natalia- Meu Deus. Eu tô surtando.
Júnior- Por quê? -sentei na cama, ele pegou a camiseta dele de cima da cama e me fez colocá-la, depois veio sentar do meu lado- por isso você tava toda querendo me matar antes, não?
Natalia- Basicamente -ele sorriu, dei um soco de leve no ombro dele- não é engraçado, idiota.
Júnior- Claro que é.
Natalia- Por que seria?
Júnior- Você gosta de mim -ele disse, a voz soando extremamente confiante- disso eu sei. Você pode negar um monte de coisas, isso não. Você pode não estar se apaixonando por mim, ou não gostar tanto, mas você gosta. Mesmo que não muito -não neguei. “Não muito.” Idiota. Senti aquele habitual friozinho na barriga- mas você sempre surta -concluiu.
Natalia- Eu?
Júnior- Você. Por mais ótimo que esteja entre a gente, por mais gostoso que tudo fique, você me afasta. Você tem um jeito bem distorcido de mostrar que gosta das pessoas.
Natalia- A gente não tem nada, certo?
Júnior- Tecnicamente.
Natalia- Você não é meu.
Júnior- Antes você disse que eu era. 
Natalia- E vice-versa -continuei, ignorando-o- se eu deixar… Se eu permitir que isso vire algo de verdade, e depois nós… E depois a gente terminar, eu vou estar perdendo algo. De verdade. Tô cansada de perder coisas.
Júnior- A gente já tem algo. 
Natalia- Não é a mesma coisa.
Júnior- Toda vez que você me afasta, você corre o risco de perder o que a gente tem.
Natalia- Não é igual.
Júnior- Só na tua mente que não.
Natalia- Não é assim.
Júnior- Você prefere enfiar sua cabeça em mil outras coisas só pra não encarar que gosta de mim. Eu mexo contigo. Se não mexesse, isso não teria te impedido de continuar o que a gente tava fazendo antes -eu fiquei quieta, passei a ponta dos dedos pelo elástico da cueca dele, depois desci pra coxa, me sentindo inquieta.
Natalia- Por que tu quer tanto ficar comigo? -ele ergueu as sobrancelhas.  
Júnior- Eu tenho que fazer uma lista de motivos? Ou você acha melhor eu desenhar? -ele se irritou- sério que você quer que eu responda isso?
Natalia- Não fica puto. É que sei lá essa. As coisas são bem disfuncionais entre a gente.
Júnior- E você é complicada. Eu sei. E isso não vai funcionar. E todo esse seu mimimi. Viu? Até já sei o que você vai falar -ri.
Natalia- Então por que arriscar? 
Júnior- Porque eu não ligo. Não gostaria de estar "funcionalmente" -ele sorriu da expressão e gesticulou as aspas- com outra pessoa. 
Natalia- Olha, vê se você entende isso: eu sou tipo um carro -falei, usando a melhor comparação que pude. Homens adoram carros. Mas o Júnior é meio garotinha pra tudo, então não sei se ele ia gostar tanto da analogia- mas eu não tenho motor. Você pode achar legal ter um carro bonitinho na sua garagem, acha que isso pode te fazer bem feliz, mas qual é a vantagem se você ainda tem que andar sozinho pra todo canto? -ele levou a boca até o meu ouvido.
Júnior- Eu ainda posso me divertir no banco de trás, mesmo sem motor-mordeu minha bochecha- você não é um carro estragado, ok? Talvez seja um carro que precise de um empurrãozinho pra pegar, só isso -mordi o lábio.
Natalia- Júnior...
Júnior- Não faz essa voz de quem ainda tá confusa.
Natalia- Ô, Júnior. 
Júnior- Tá, vamos pensar em outra coisa. Quer tentar ser só minha amiga? -eu ri alto pensando na hipótese.
Natalia- Você conseguiria? 
Júnior- Não. Não posso ser só seu amigo. Não sou só seu amigo. Amigos não querem pegar amigos. Vai contra as regras da amizade. 
Natalia- E você quer me pegar -afirmação, não pergunta. 
Júnior- Bastante -passou a língua pelo meu lábio superior.
Natalia- “Bastante” quanto? 
Júnior- O mesmo tanto que você quer me pegar. Bastante. 
Natalia- Quem disse que eu quero? 
Júnior- Sua mão -olhou pra baixo- ficou apalpando minha coxa durante essa conversa toda -dei um tapa na coxa dele.
Natalia- Não é você. É sua cueca. Eu gosto de Calvin Klein. Principalmente as pretas -ele sorriu, malicioso.
Júnior- Vou jogar as outras fora, então -me levou pro meio da cama de novo e ficou por cima, puxando o edredom sobre nós e me beijando de um jeito que me deixou meio sem fôlego. Ele já ia tirando minha camiseta quando eu parei o beijo mais uma vez.
Natalia- Júnior. 
Júnior- De novo não, sério. Já gastei meu estoque de melação de hoje -peguei o rosto dele entre as mãos, fazendo ele calar a boca.
Natalia- Shh.
Júnior- Que foi agora?
Natalia- Eu acho que eu talvez possa estar remotamente me apaixonando por você também -ele sorriu de um jeito tão feliz que eu até me perguntei por que passo tanto tempo negando as coisas que são relacionadas a ele. Virei e dei-lhe um beijo intenso, ele me sentou em cima dele, enquanto eu tirava a camisa. Com a boca em um seio, a mão direita no outro, ele me arrancava gemidos, e me fazia me contorcer. Sua ereção aparente me fazia ansiar por tê-lo dentro de mim, ele me jogou na cama e enquanto eu me ajeitava na cama ele buscava por uma camisinha em sua carteira. Não a colocou imediatamente, só a deixou em uma posição de fácil acesso. Eu estava deitada agora, apenas de calcinha, e ele já sem nada além da cueca marcada por seu membro.
Júnior- Prometo que vou ser carinhoso -eu acenei com a cabeça, ele sorriu maliciosamente, enquanto acariciava seu membro pela cueca. Ele se dirigiu até minha calcinha e a arrancou com a boca, rasgando a renda. Então lentamente começou a me lamber, arrancando altos gemidos. Quando o primeiro dedo entrou, soltei um gritinho, mas não de dor, de prazer. Então ele se deitou e me puxou de leve, e entendi que era minha vez. Segurei seu pênis com uma mão, estava de quatro, e caí de boca em seu membro. Fazia movimentos de vai e vem olhando para ele, que revirava os olhos. Ouvi o barulho do pacote de camisinha, e observei cuidadosamente ele a colocando, com um sorriso maliciosamente delicioso no rosto. Eu por baixo, depois eu por cima, depois eu de quatro. Começou bem lento, ele disse que não queria me machucar, mas depois de um tempo eu implorava por mais e mais. Em certo momento ele tapou minha boca, pedindo para gemer baixinho para ele. Ele gostou de me ver sofrendo para conter os gritos de prazer. Quando gozei, não resisti e soltei um urro alto, e junto com ele, ambos caímos de cansaço na cama.
Natalia- A cerca de duas horas estávamos brigados e agora olha só a situação em que estamos -riu.
Júnior- Acabo com sua marra toda na cama.
Natalia- Nossa, romantismo. 
Júnior- Cala a boca, preciso te falar uma coisa que treinei la em casa -gargalhei.
Natalia- Já te imagino na frente do espelho, segurando uma escova de cabelo e montando um monte de diálogo romântico -gargalhei e ele acabou rindo.
Júnior- Cala a boca logo, me deixa falar -assenti meio que o incentivando a falar e ele sorriu- eu consigo ver toda essa mulher que você é,  durona, que se vira bem até consigo mesma e com o que sente. E mesmo assim tu continua sendo a onda mais frágil pra mim. Sinto uma vontade imensa de te proteger, não por você ser literalmente frágil, mas por você ser uma pessoa muito importante pra mim. Nunca acredite que um dia eu possa sair da sua vida, porque eu não posso. Estou preso a um sentimento, a uma vontade de te proteger,  um vício de te ter e a uma vontade louca de te sentir perto. Eu sei, as chances de você ser feliz comigo são mínimas, mas vai parecer egoísta ou doentio se eu te pedir pra sermos infelizes juntos?
Natalia- Isso foi um pedido de namoro?  -sorri.
Júnior- Acho que sim.
Natalia- Ah, tu acha? -rimos.
Júnior- Pera, não é isso, deixa eu concluir meu pensamento quieto -ri- sei que você não ta afim de namorar e nem de nada sério, mas vamo tentar alguma coisa pô.
Natalia- Alguma coisa, tipo? 
Júnior- Ah, sei la -rimos.
Natalia- Não tem lógica aceitar alguma coisa que nem faz sentido, mas eu aceito -nos entreolhamos e rimos, tomei a iniciativa de beijá-lo e só encerrei quando senti falta de ar.
Júnior- O que nós somos agora?
Natalia- Sei la, algo entre namoro e amizade -rimos- agora vamo tomar banho.
Júnior- Só banho? -fez biquinho e eu ri.
Natalia- É Júnior, só banho -fomos pro banheiro com ele me enchendo e com muito custo consegui tomar meu banho, saí e vesti uma roupa de ficar em casa. Depois de muito tempo ele saiu do banheiro e eu fiquei o encarando enquanto ele se vestia.
Júnior- Para de me olhar que eu sou tímido -rimos.
Natalia- Quem vê até pensa.
Júnior- Olha as horas aí -peguei meu celular.
Natalia- Quatro e meia.
Júnior- Vish, to atrasado. 
Natalia- Atrasado? Pra quê? -riu.
Júnior- Tenho que voltar pra Santos, tenho treino amanhã. 
Natalia- Só treino? -assentiu- se pá vou la te ver.
Júnior- Beleza, to em casa a partir das seis.
Natalia- Só espero não encontrar a mesma surpresa da última vez -riu.
Júnior- Relaxa, desse mal tu não morre -rimos.
Natalia- Essa menina me deixa extremamente irritada, nem vou falar mais nada, parece que gosta de incomodar. 
Júnior- Deixa ela pra la.
Natalia- Falo nada.
Júnior- Vem, deixa eu te beijar -me chamou com a mão.
Natalia- Não, to braba.
Júnior- Toda vez que tu fica assim me dá vontade de te abraçar -me puxou pra um abraço e assim o fez- de falar o quanto sou apaixonado por você -me deu um selinho- o quanto te quero -sorrimos e nos beijamos, como eu estava com saudade desse beijo...
Natalia- Quero comida especial pra mim, ok? OK!
Júnior- Só se você dormir la.
Natalia- Pode ser.
Júnior- Sério?
Natalia- Odeio quando falo as coisas e você vem com esse "sério", se eu to falando é porque é sério, né?! Caralho -riu.
Júnior- Amo quando você ta toda meiga e carinhosa assim -me puxou pela cintura e me beijou.
Natalia- Vai logo, antes que meu pai chegue de novo.
Júnior- A gente vai ficar se escondendo dele agora, é?
Natalia- Relaxa, vou falar pra minha mãe conversar com ele.
Júnior- To me fudendo pro que ele pensa de mim, o problema ta em ele ficar te deixando triste todo dia.
Natalia- Annnnnnnw gente, ta até parecendo meigo.
Júnior- Eu sou muito, nossa -deu de ombros e eu ri- vamo la embaixo comigo.
Natalia- Pra quê?
Júnior- Tenho umas músicas num pendrive pra tu.
Natalia- Pra que?
Júnior- Pra tu ouvir né, idiota.
Natalia- Vamo logo, antes que eu meta a mão na tua cara -riu e nós descemos, entramos no elevador e ficamos fazendo caretas na frente do espelho, fomos até o carro dele e ele me entregou o negócio la.
Júnior- É pra ouvir, viu? -assenti- certeza que tu vai me ver amanhã?
Natalia- É Júnior, para de me encher, nossa -riu- vaza logo antes que aparece alguém aqui.
Júnior- Mas eu meu bei... -nem deixei que ele terminasse de falar e o agarrei ali mesmo, um beijo intenso, porém rápido.
Natalia- Agora tchau, vaza, some.
Júnior- Carinhosa desde sempre -empurrei ele pra dentro do carro e fechei a porta, dei tchau e ele deu partida rindo, fiquei la até ver o carro dele saindo da garagem e depois subi pra minha house. Fiquei sorrindo durante um longo tempo, lembrando de tudo que havia acontecido e me joguei no sofá, coloquei o pendrive no dvd e comecei a ouvir as músicas, subi pra pegar meu celular e tirei uma foto la, preparei um lanchinho pra eu comer e voltei pra sala entrando no instagram.
 
@nahandrade: Tão seu esse meu sorriso
 
 
Minha mãe chegou e eu nem vi os comentários, larguei meu celular de lado e ela sentou perto de mim.
Jussara- Você e seu pai são um porre.
Natalia- Ele é um trocha, isso sim.
Jussara- E você não fica muito pra trás -a encarei com olhar meio torto e ela riu- sério, parem de brigar.
Natalia- Voltei com o Júnior e não vou abandonar minha felicidade por causa de idiotice do meu pai.
Jussara- Vocês ficam feito cão e gato, mas no fundo se amam.
Natalia- Pode ser, mas não vou ser a primeira a pedir desculpa.
Jussara- Desisto de vocês -ri e ela foi pra cozinha, ajudei-a a guardar as compras e ficamos o restinho de tarde conversando. Assim que meu pai chegou eu subi pro meu quarto e fiquei la até a hora da janta, estou realmente evitando ficar perto do meu pai, ele já ta me irritando com essas bobeiras dele. Enfim, subi pro meu quarto e conversei um pouco com o Júnior no wpp, logo depois tomei um banho e dormi cedinho.



Olá pupilas, não ia postar hoje, mas por insistência de minhas fãs (lê-se Lelet, Caroline e Anna) resolvi postar. Espero que tenham gostado e por favor, continuem me dando dicas. Beijinho e até a próxima! 



4 de dez. de 2013

twentieth chapter

Dedicado a Caroline Guimarães

Antes de sair ainda ouvi o Júnior me chamar mas nem dei moral, aproveitei que o elevador tava la e apertei o botão da garagem, estava indo rumo ao meu carro quando senti ele puxando meu braço.
Júnior- Calma, não é isso que você ta pensando.
Natalia- Eu não pensei nada, eu vi!
Júnior- A gente não fez nada.
Natalia- E eu não te perguntei, então me deixa ir embora -entrei no carro, mas ele não me deixou fechar a porta.
Júnior- Para de graça Natalia.
Natalia- Me deixa ir embora, antes que eu faça merda.
Júnior- Só não esquece que -pausou e respirou fundo- eu gosto muito de você.
Natalia- Terminou? Posso ir embora agora? -arqueei a sobrancelha e ele ainda tentou me dar um beijo, virei o rosto e fechei a porta, saí do prédio dele e fui rumo a sp. Sei que parece que fiz uma tempestade em copo d'água mas eu me senti insegura quando vi os dois juntos, não havia motivo algum pra toda essa situação, mas sempre que não quero ferir alguém que gosto faço isso, fujo e volto depois, quando estiver mais calma e com a cabeça fria. Cheguei em casa e fui direto pro meu quarto, não levou muito tempo para que minha mãe aparecesse la.
Jussara- O que houve?
Natalia- Eu vi ele e a Bruna, juntos.
Jussara- Eles estavam se beijando? Fazendo algo demais? -neguei com a cabeça- então pra quê isso tudo?
Natalia- Não sei mãe, me deu raiva e insegurança ao mesmo tempo.
Jussara- Sabe o que é isso? Ciúmes! E onde há ciúmes há amor, não desperdice esse sentimento por uma coisa tão banal.
Natalia- Mãe você ta viajando.
Jussara- Natalia caia na real, pare de se auto privar dessas sensações que a vida te proporciona. A vida é uma só minha filha, viva! -saiu do quarto e me deixou la sozinha, de tanto pensar sobre isso acabei dormindo [...] Passou-se cerca de uma semana e nada de muito importante aconteceu, na sexta a Tia Nadine veio aqui pra sp e nós (eu, ela e minha mãe) fomos pro shopping juntas, elas não pararam de falar sobre o Júnior um minuto. E por falar nele nós ficamos todo esse período sem se falar, por questão de orgulho e de distância também, pois ele viajou com a Seleção e teve dois jogos. Hoje -11 de Setembro- fiquei sabendo que ele havia chegado em casa e não tinha parado de falar sobre mim, a Tia durante todo esse período ficou me mandando notícias pelo wpp e servindo de cupido pra gente  Estava tirando meu soninho de beleza da tarde quando senti alguém me sacudindo.
Natalia- Me deixa -a pessoa continuou me sacodindo e quando eu abri os olhos vi a Thayse- só podia ser você.
Thayse- Para, to bolada.
Natalia- Qual foi?
Thayse- Vi um vestido extremamente lindo com o preço extremamente alto.
Natalia- Quanto?
Thayse- 260.
Natalia- Doeu, claro que doeu, mas ninguém precisava saber, então eu sorri -rimos.
Thayse- Sorri e disse pra vendedora que depois voltava, nunca mais a verei -gargalhamos.
Natalia- Tava no shopping? -assentiu- nem chama as amiga, filha da puta.
Thayse- Cê só dorme minha querida, queria que eu fizesse o que?
Natalia- Ai, nossa, insensível.
Thayse- Por falar nisso...
Natalia- Ih, lá vem -interrompi ela e nós rimos.
Thayse- Como vai esse coraçãozinho, hein?
Natalia- Bombeando sangue e o seu? -riu.
Thayse- Nossa, idiota, tu sabe do que eu to falando.
Natalia- Esse dias serviram pra me mostrar o quanto eu gosto dele e o quanto ele é importante pra mim. Não sei o que ta acontecendo comigo, mal consigo dormir sem me imaginar abraçando ele -ela abriu um sorriso e eu escondi meu rosto no travesseiro- porque isso meu Deus?
Thayse- Porque infelizmente existe uma coisa chamada sentimentos, que fode com a vida de todo ser humano. E se você não deixar esse orgulho de lado vai acabar se fodendo mais ainda.
Natalia- Ai que papo chato, ai que menina chata -riu.
Thayse- Sério Natalia, me ouça pelo menos uma vez na sua vida.
Natalia- Você nunca me viu correndo atrás de ninguém e não é agora que vou correr.
Thayse- Mas ele não fez nada caralho, entenda.
Natalia- Ta recebendo quanto pra defender ele hein? Quero que se foda mano.
Thayse- Fala isso, mas ta mordendo o arame de saudade -ri- ta vendo? Aposto que se ele viesse aqui tu se derretia.
Natalia- Sei de nada -riu.
Thayse- As vezes eu tenho vontade de dar uns tapas bem dado na tua cara.
Natalia- Passa vontade não meu bem.
Thayse- Ah, se lascar menina -ri.
Natalia- Mas eae, o que manda de bom?
Thayse- Vim aqui procurando alguma coisa vadea.
Natalia- Bora ver se tem algum show hoje.
Thayse- Liga pra Gabi ai, fiquei sabendo que tem show hoje.
Natalia- Ta, pera -peguei meu telefone e disquei o número da Gabriela.

-IDL-
Gabriela- Late vadia.
Natalia- E vadia late? Que eu saiba quem late é cachorro.
Gabriela- Anda logo fia, to atrasada aqui.
Natalia- Atrasada pra que? Tu não faz nada.
Gabriela- Adriel tem show hoje diaba -ri- o que tu quer?
Natalia- Falar justamente sobre isso! Onde é o show hoje?
Gabriela- Credicard Hall.
Natalia- Ai sim hein.
Gabriela- Vai colar la?
Natalia- Mas é claro, eu e a Thayse.
Gabriela- Demorow, encontro vocês la.
Natalia- Beleza na represa.
-FDL-

Thayse- Vai ser aqui memo? -assenti.
Natalia- Na Credicard.
Thayse- Me empresta roupa sua?
Natalia- Tu sabe que se eu falar não mesmo assim cê usa -riu- vamo descer pra comer, to morta já.
Thayse- Sua vida é comer e dormir Natalia, credo.
Natalia- Mentira, as vezes eu estudo.
Thayse- É, bem ás vezes -rimos e descemos, chegamos na cozinha e meus pais estavam la, eu e a Thayse nos sentamos e ela ficou conversando com minha mãe enquanto jantávamos, após terminar de comer lavei meu prato e fui indo pra sala.
Edmundo- Natalia? -encarei-o- para de me tratar assim, eu já pedi desculpa.
Natalia- E eu já desculpei, só não sou obrigada a ficar dando moral pra uma pessoa que não quer me ver bem.
Edmundo- Como não quero? Eu disse que esse relacionamento de vocês era um erro, mas não, eu to sempre errado. E agora? Cadê ele aqui com você?
Natalia- Ai pai, na moral? Isso só me faz sentir menos vontade de me reaproximar de você -subi as escadas enquanto ele falava alguma coisa que eu fiz questão de não prestar atenção. Entrei em meu quarto, escolhi minha roupa pro show, estirei-a na cama e fui pro banheiro, tomei banho sem lavar o cabelo mesmo, saí enrolada na toalha e dei de cara com a Thayse.
Thayse- Você e seu pai vão ficar com essa frescura no cu até quando?
Natalia- Não me enche se não já te mando embora também -riu.
Thayse- Ta nervosinha hoje, adoooooooro -passou por mim e me deu um beijo na bochecha, foi correndo pro banheiro e eu ri. Vesti-me, perfumei-me e, assim que a Thayse saiu do banheiro, entrei pra passar uma make leve. Rapidinho ela terminou de se arrumar e nós tiramos uma foto antes de sair de casa- vamo em qual carro?
Natalia- No seu, porque não quero dirigir.
Thayse- Você é a folga de calcinha -rimos.
Natalia- Qual é, tu vai dormir aqui de qualquer jeito.
Thayse- Vou? -assenti- quem disse?
Natalia- Eu que estou mandando, querida.
Thayse- Ai meu Deus, mereço -falou em tom de negação e eu ri, entramos no carro dela e eu coloquei uma musiquinha la de boa pra gente ir curtindo até chegar la, aproveitei o tempo "livre" pra entrar no instagram.

@nahandrade: Um amor chamado @tata_estaniecki
 
Chegamos na Credicard e ela estacionou la, entramos e fomos direto pro camarim.
Gabriela- Achei que não chegariam mais.
Natalia- Isso tudo é amor meu Deus? Sim é -riram- Adr -me aproximei dele e dei uns toques com ele.
Adriel- Parece que cada vez que eu te vejo menor tu ta -apontei o dedo do meio pra ele e o povo riu- to zoando, tu sabe né?!
Natalia- Eu sei, tu me ama -falei me aproximando do Tomim e o abraçando- e ai gordo.
Tomim- Já chega cometendo bullyng, to doido com essa mina tiw -ri.
Natalia- Desculpa amô, não faço mais bulen contigo -rimos- fala menor -falei dando um tapa na aba do boné do Kalfani.
Kalfani- Nem começa.
Natalia- Ai ai, mais um dia difícil pra inimigas -me joguei ao lado dele e tomei a latinha de red bull da mão dele, o povo riu e ele me olhou de cara feia- qual foi? Cara feia pra mim é fome.
Adriel- Então esse daí ta com fome desde que nasceu -rimos.
Natalia- Cê viu que não foi eu, né?!
Kalfani- Falo nada -colocou a mão no queixo- só observo -rimos e continuamos conversando, tiramos umas fotos la e logo o produtor deles chegou la pra avisar que já tava na hora.
Natalia- Ai Gabi, tamo indo pro camarote já.
Gabriela- Beleza, agorinha chego la.
Adriel- Depois que o show acabar colem ai, pra noix fazer uma privê.
Kalfani- Aquela suruba de leve -rimos.
Tomim- Tu é de menor, da problema pra nois.
Kalfani- Quero é que cês se explodam -riu e nós fomos pro camarote, não deu nem cinco minutos e o Adr entrou no palco cantando Piritubacity, a Gabi chegou perto da gente bem na hora e nós ficamos la curtindo o show numa boa. No final, enquanto o Tomim e o Adriel se despediam, nós fomos pro camarim e já tava aquela fila enorme de fã, os moleque chegaram e ficaram atendendo as fãs durante uma hora mais ou menos, tirei foto com as que pediam e assim que a última saiu ele pegou bebida pra todo mundo. Curtimos o dj até umas duas da matina e todos fomos embora juntos, eu e a Thayse chegamos em casa rapidinho e eu só fiz tirar a roupa. Quinta meu celular despertou no mesmo horário de sempre e eu fui me arrastando tipo um zumbi pro banheiro, escovei os dentes, tomei um banho gelado pra acordar, saí, me vesti e acordei a Thayse, fiquei tirando um cochilo até ela se arrumar. Descemos assim que ela terminou de se arrumar e tomamos café em silêncio, fomos pra garagem juntas e eu fui seguindo ela, ela parou e me encarou.
Natalia- Sim, você vai me levar pra faculdade.
Thayse- Saudades do tempo em que você pedia -ri.
Natalia- To com preguiça.
Thayse- Vou te buscar não, viu bonita?
Natalia- Eu volto de taxi e obrigada pelo elogio -sorri e ela me deu um tapa na testa, entramos no caro e fomos apenas ouvindo música até a porta da minha facul- valeu ai.
Thayse- Valeu os cambal, vou almoçar na sua casa hoje pra pagar.
Natalia- E depois a folgada sou eu, né?
Thayse- Sim, é você! E desce logo, tenho que trabalhar.
Natalia- Faz graça que eu ponho veneno na tua comida -riu e eu desci, fui direto pra sala e os seres que mais me amam neste mundo já estavam la- bom dia e me deixem.
Enrique- Nossa amiga, que roupa é essa?
Natalia- Look vai cuidar da tua vida -riram.
Janaina- Tomou neguinho.
Enrique- Essa Natalia só me maltrata, credo -ri.
Natalia- Desculpa.
Enrique- Sério?
Natalia- Lógico que não -ri.
Enrique- Nossa, vai te fuder -pegou o caderno e foi pra mesa da frente, rimos e ficamos prestando atenção na aula. Tivemos aula normal e foi a mesma chatice de sempre, saí da faculdade e fui pro ponto de táxi, peguei o primeiro que apareceu e por culpa do trânsito cheguei um pouquinho tarde.
Jussara- Que demora, já ia te ligar.
Natalia- Vai aonde madame?
Jussara- Tenho que ir pagar umas contas, seu pai vai me levar e depois vai pro serviço.
Natalia- Hm, a Thayse apareceu ai?
Jussara- Não, porque?
Natalia- Ela disse que ia vir almoçar aqui, vadia memo -riu.
Jussara- Ela nem ligou nem nada, deve ta chegando então.
Natalia- Vou almoçar.
Jussara- Vai nem esperar ela? -neguei com a cabeça- quem precisa de inimigos quando se tem Natalia Andrade como amiga -rimos e eu fui pra cozinha, comi um escondidinho de frango maravilhoso que minha mãe tinha feito e fui pro meu quarto. Peguei meu iphone e chamei a Thayse no wpp.
 
Cadê você vadia?
To chegando gata, me espera na cama
Kkkkkkkkk trocha, vem logo
To indo vadia, me espera amooooooooooo
 
Joguei meu telefone na cama e fui pro closet, coloquei um short jeans e uma camisa da nike e desci, assim que me joguei no sofá a campainha tocou.
Natalia- Entra vadia -gritei e a Thayse não entrou, bufei e me levantei- desde quando você tem educação? -falei assim que abri a porta e vi que não era a Thayse, fiquei literalmente em estado de choque e nem sabia o que fazer.
 
 
Que eu sou amável todo mundo já sabe, mas essa semana eu to de maissssssss, quê isso!!! Não coloquei barraco (apesar de ser muito a cara da Natalia) por ser o que todo mundo tava esperando, não sei se já perceberam mas eu gosto de inovar e surpreender, por isso dei esse rumo na história. Acho que cês já sabem quem é que deixou a Nath desse jeito né?! Então keep calm que no próximo capítulo já vai ter NaJu de novo (deem dicas de como acham que deve ser a volta deles), beijosssss.

3 de dez. de 2013

nineteenth chapter

Fui acordada no sábado pela minha mãe dando seus ataques histéricos e fui me arrumar antes que ela desse um treco, escovei os dentes, tomei um banho rápido, coloquei meu biquíni e vesti apenas uma regata e um short meio rasgadinho, peguei minhas coisas, guardei meu iphone no bolso e desci.
Caca- Que demora, vamo logo.
Natalia- Calma jovem, tenho que tomar café ainda.
Caca- Não mano, come la na praia mesmo.
Natalia- Cadê minha mãe?
Caca- Já ta la embaixo te esperando, saí logo pra eu trancar.
Natalia- Ai educado, calma -desci para garagem e avistei o carro da minha mãe, fui rumo a ele e entrei- porque a gente vai no seu?
Jussara- Porque o Caca ainda vai buscar o Caíque e a Vanessa.
Natalia- Ah bom -ela deu partida assim que viu o Caca saindo do elevador e foi indo rumo a saída da garagem.
Jussara- Nunca mais vai voltar a falar com o seu pai?
Natalia- Se ele não mudar aquele pensamento dele nós vamos ficar na mesma.
Jussara- O que eu fiz pra merecer duas pessoas tão cabeça dura?
Natalia- Mãe a culpa foi dele.
Jussara- E por isso vocês vão ficar assim?
Natalia- Encha o saco dele, o culpado foi ele e portanto ele quem tem que pedir desculpa -ela bufou e nós fomos em silêncio até uma padaria, tomamos café e fomos pra Barra da Tijuca, alugamos dois guarda-sol e escolhemos um lugar pra ficar, minha mãe estendeu a canga e eu tirei minha roupa, coloquei meu óculos e peguei meu iphone- vem tirar foto mãe -ela revirou os olhos e se levantou, tirei a foto e nós nos sentamos.

@nahandrade: Cariocando com a mamusca  

Deixei meu celular de lado assim que um monte de areia caiu em cima de mim- oh filho da puta -falei encarando o Caíque que tava se acabando de rir.
Caíque- Também te amo -se sentou do meu lado.
Natalia- Mas quem disse que te amo? -enchi a mão de areia e taquei na cara dele.
Jussara- Ta louca menina? Se entrar no olho é perigoso.
Natalia- Ele quase me enterrou aqui e eu que quase ceguei ele?
Caca- Ciumenta, para de ser tão ciumenta -chegou cantando de mão dada com a Vanessa.
Natalia- Eae fia -levantei e cumprimentei a Vanessa.
Vanessa- Jura que isso não é uma miragem?
Natalia- Faz graça mesmo, abusa da boa vontade -riram- vamo nadar?
Vanessa- Vamos pô -deixou a bolsa do lado da minha e começou a tirar a roupa.
Caca- Não se esqueçam que estamos aqui, de olho em vocês.
Caíque- Avisem os caras que qualquer movimento brusco pode ser fatal -os dois fizeram pose de segurança e nós caímos na gargalhada.
Natalia- Idiotas, podre e tudo mais.
Caíque- Mas cê ama!
Natalia- Não mesmo.
Caíque- Nossa, some logo que tu já ta cansando minha beleza -apontei o dedo do meio pra ele e fui pro mar junto com a Vanessa. Ficamos uns vinte minutos dando umas mergulhadas e conversando e voltamos pra onde eles estavam, os meninos nos chamou pra jogar bola e nós fomos la arriscar uns chutes  teve uma hora em que eu taquei a bola pro Caíque e ele chutou la pra puta que pariu, e adivinhem quem teve que ir buscar a bola? Fui correndo até ela e pro meu azar a Bruna e sua amiguinha Júlia estavam sentadas perto dela.
Júlia- Olha quem veio parar aqui -peguei a bola e fui saindo.
Bruna- Espera Natalia, volta aqui, precisamos conversar -me aproximei em silêncio, se é que ela já sabia de alguma coisa acho que eu devia pelo menos o mínimo de explicação a ela por ter destruído seu namoro- a Júlia me contou sobre o que houve sábado passado, o que você quis dizer com a aquilo?
Natalia- Pra bom entendedor meia palavra basta, não acha?
Bruna- Você acha que eu não sei que você beijou meu namorado enquanto a gente ainda tava junto? Que foi por sua causa que ele terminou comigo? Acha que eu não sei que vocês tão tendo um caso? Nós éramos amigas, eu gostava de você, eu confiava em você. Pena que eu não sabia que você é uma vadia que rouba o namorado dos outros. Sabe porque eu não saí contando pra todo mundo sobre essa pouca vergonha de vocês? Porque eu ainda amo o Júnior e sei que ele vai voltar pra mim! -ri irônica.
Natalia- Não sei se você já parou pra pesquisar o verdadeiro significado de amizade, mas diferentemente do que você julga ser, amizade inclui muito mais que se conhecer em um dia e já sair contando segredos. Em momento algum eu disse que era sua amiga, você quem começou a me falar as coisas e eu só ajudava por educação mesmo. Todo mundo te avisava pra abrir o olho e ficar mais esperta com o Júnior, mas você achava que era coisa da nossa cabeça, que o Júnior não era capaz de fazer isso com você. Mas nenhum ser humano suporta essa tua cara de morta, ninguém  consegue te aturar por muito tempo. E é como dizem por aí, caiu na rede é peixe, não tenho culpa se você não foi mulher o suficiente pra segurar teu macho -fui saindo e encarei ela- e vadia é a senhora sua mãe -voltei pra perto dos meninos e fiquei fugindo das perguntas deles, joguei mais um pouco e depois fui tomar sol com minha mãe. Almoçamos ali na praia mesmo e permanecemos la até as duas da tarde, voltamos pra casa do Caca e eu fui tomar banho, saí do banheiro e o Caíque tava deitado na minha cama- ta fazendo o que praga?
Caíque- To devendo twitcam pras minhas fãs, bora fazer comigo?
Natalia- Vamo pegar o pc do Caca -saímos do quarto e fomos pra sala- oh Caca busca seu mac la.
Caca- Pra quê?
Natalia- Caíque quer fazer twitcam.
Caca- Pega la amor -falou todo manhoso com a Vanessa e eu fingi uma ânsia de vômito, eles riram e a Vanessa foi buscar o mac do Caca. Ficamos la zoando durante um tempão, tinham fãs do Caíque, do Caca, minhas e do Júnior. Umas fazendo perguntas, outras elogiando e como sempre as troxa pra criticar. Só finalizamos a twitcam quando deu a hora da janta e como estávamos mortos de fome nos despedimos rapidinho e fomos comer. Terminamos e deixamos a cozinha arrumadinha, voltamos pra sala e decidimos assistir filme, enquanto o povo arrumava pipoca e ia escolhendo os filmes eu e o Caca tiramos uma foto.

@nahandrade: Amor pra toda vida @cacaparra
[@]supportcacap: LINDOSSS
[@]lovenah: Sou apaixonadaaaa
[@]meuapegonatalia: Shippo forever
[@]hugsnjr: Socorro, que lindos  meus p sempreee
[@]laucotta: SIGO DE VOLTA QUEM ME SEGUIR
[@]cacaparra: Ah le lek lek, noixxx
Sentei no sofá maior com minha mãe e o Caíque e o Caca ficou no outro com a Vanessa, assistimos uns cinco filmes e fomos dormir tarde da noite. Domingo acordamos tarde e fomos almoçar no Porcão, tive que aturar provocações da Bruna que também estava la mas em compensação encontrei o Gil e seus amigos cariocas e ainda tive o prazer de conhecer o David Brasil. Ficamos a tarde  toda num passeio turístico maravilhoso e eu e minha mãe viemos embora no voo das nove da noite. Cheguei em casa tarde e acabei não acordando pra ir para faculdade, quando me levantei já se passavam das onze.
Jussara- Eita preguiça.
Natalia- Até que não muito, dormi bem e tal.
Jussara- Também né, mal chegou ontem e caiu na cama -revirei os olhos e ela riu- vi você aquele dia na praia conversando com a Bruna.
Natalia- Ela veio querendo por moral, mas não pago madeira não. Se fosse o caso metia a mão nela la mesmo, mas por respeito a você que tavam la fiquei de boa.
Jussara- Pelo menos respeito você ainda tem, porque educação ta em falta -rimos.
Natalia- Quê isso mamis, mais educada que eu não existe.
Jussara- Aham, sei -ajudei-a a fazer almoço e assim que meu pai chegou fui comer no meu quarto. Recebi uma mensagem do Júnior avisando que tinha um compromisso e que era pra eu ir um pouco mais tarde do que havíamos combinado, e fiquei no meu quarto vendo tv até dar uma hora. Desci e minha mãe tava na cozinha- filha linda de minh'alma.
Natalia- Pede logo -riu.
Jussara- To tão cansada, podia dar uma ajeitada na casa pra mim, né?
Natalia- Só no andar de baixo.
Jussara- Pode ser, já dei sorte de ter conseguido te fazer limpar casa -riu e eu ri irônica, ela subiu e eu fiquei la embaixo, liguei o som bem alto e primeiro arrumei os produtos de limpeza, lavei primeiramente o banheiro social e quando passei pela cozinha vi meu celular vibrando, era uma mensagem da minha mãe e eu quase dei um treco de tanto rir, tirei um print pra postar no instagram.

@nahandrade: Serio gente, vê se eu mereço uma coisa dessas
                 


Coloquei água em um copo e levei pra minha mãe, voltei pro andar de baixo e terminei de limpar a casa já eram quase três da tarde. Fiquei até as 18h conversando com minha mãe e ouvindo aqueles conselhos dela que me deixam chorosa rsrs quando deu esse horário o Júnior me chamou no wpp.


Cadê você?????
To em casa
Vem logo cara
To indo cara
Nao demora
Mim deixe
Idiota
Meu pau
Ecoooooooooooooooooooooo
Tu gosta q eu to ligada
Gosto do meu hahaha
Nojento!!!!
To indo me arrumar, flw
Fui pro meu quarto e separei minha roupa, tomei um banho quentinho e saí do banheiro, me vesti, calcei meu tênis, passei lápis no olho, me perfumei e voltei no quarto da minha mãe- oh mãe, to indo na casa do Júnior e já volto.
Jussara- Tudo bem, dirigi com cuidado ta?
Natalia- Beleza;
Jussara- Vai com Deus -mandei beijos pra ela e desci.
Edmundo- Vai sair? -assenti e saí de casa, toda vez que meu pai briga comigo ele faz isso, da mancada e depois fica puxando assunto  saí de casa e por conta do horário de pico demorei um pouco pra chegar na casa do Júnior, entrei la e estacionei meu carro na vaga direcionada para visitantes, fui pro elevador e desci na cobertura, toquei a campainha e quem atendeu foi o tio.
Tio Neymar- Gente, prepara o guarda chuva que vai chover -riu e eu sorri cínica.
Natalia- Fazem show quando eu chego, mas não movem um dedo pra ir me ver.
Tio Neymar- Quê isso, sou um cara ocupado, cheio de afazeres -falou mexendo em seu colarinho e nós rimos- entra querida -me deu um beijo na testa e abriu espaço pra que eu entrasse, fui até a cozinha e, como eu já esperava a tia estava la.
Natalia- Meu amooooooor.
Tia Nadine- Querida -enxugou suas mãos num pano de prato e veio me abraçar- saudades.
Natalia- Temos que marcar uma saída pô, minha mãe te adora.
Tia Nadine- Eu também gosto muito dela, qualquer dia desses apareço em São Paulo.
Natalia- Pago pra ver hein tia -riu- cadê o Júnior?
Tia Nadine- Eu vi ele indo pra área externa, mas não sei se ele ainda ta la.
Natalia- Vou la ver se ele ainda ta ai -dei outro beijo nela e fui pra área externa, assim que cheguei na porta vi o Júnior e a Bruna conversando, na hora me deu uma raiva e eu saí correndo de la.


Amoressssss, mesmo com toda correria de semanas finais de aula ainda arrumei um tempinho e digitei esse capítulo pra vocês, quão amável eu sou vou por uma briguinha de leve entre Nath e Júnior, mas pra servir para Natalia ver o quanto gosta do Júnior, sacaram? Sim, sacaram!! Espero que estejam gostando e prometo tentar postar ainda essa semana, bjsss 

Indicando: http://hugsnjr.blogspot.com.br/